Blog Protetores Independentes é dedicado aos protetores, que na maior parte do seu tempo estão voltados para os animais indefesos, abandonados e para aqueles sofrem maus tratos e que precisam de cuidados especiais. O trabalho árduo é feito com amor e afinco. A proteção na sua maioria das vezes, ocorre com recursos próprios e muitas outras, com captação de recursos de rifas e de doações recebidas de outros protetores, bem como de cidadão que preferem o anonimato. Estes também são preocupados com a proteção animal. Neste Blog será divulgado pedido de ajuda de resgate de animais abandonados, de animais que sofrem maus tratos, de animais castrados e que necessitam de adoção, bem como de pedido de doação de ração, de medicamentos e outros materiais que são úteis para os animais, além de outros pedidos que retratar a salvação dos animais indefesos.

A mascote do Blog foi literalmente das ruas e adotada. Hoje ela está belíssima e cada vez mais amiga e dócil. Quando foi levada para casa, logo foi batizada por Jade. Hoje ela vive na sua maior plenitude, após adoção!
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12 de março de 2010

BICHO HUMANO VERSUS OUTROS BICHOS

Prezada(o) (s)
Após ter recebido inúmeros e-mails a respeito dos cães da Balsa. Indignada com a situação, fiquei pensando de que forma podería chamar a atenção da população e dos nossos dirigentes, sobre o que acontece com os cães da Balsa.
Lembrando do artigo escrito pela jornalista e pesquisadora Carolina Maria MANIFESTO CONTRA EXTINÇÃO DO PIT BULL: NOVA HIPOCRISIA DA SOCIEDADE ", http://blogprotetoresindependentes.blogspot.com/2010/03/manifesto-contra-extincao-do-pit-bull.html  logo me veio a idéia de manter contato com Carolina para lhe pedir que escrevesse um artigo sobre os animais da Balsa.
Aceitando meu pedido, enviei a Carolina relatos de protetoras independentes, quando das suas idas para resgatar os animais abandonados, relatos estes que muitas das vezes me deixava com um nó no coração, provocando um choro silencioso, foi que encaminhei para Carolihna para que ela pudesse escrever o artigo.
Baseando-se nestes relatos, Carolina nos presenteou com um artigo belíssimo intitulado "BICHO HUMANO VERSUS OUTROS BICHOS."
Por ser Carolina uma defensora da causa animal, ela nos cedeu gratuitamente este artigo e estou fazendo a divulgação do artigo, com o próposito de dar conhecimento a milhões de brasileiros,  a inúmeros dirigentes, políticos, blogs sites, jornais, revistas, dentre outros canais de notícias, para que o Blog juntamente com as protetoras, levante a bandeira do combate ao abandono e maus tratos aos animais da "Balsa", assim conhecido o local do artigo "BICHO HUMANO VERSUS OUTROS BICHOS".
Peço aqueles que ler o artigo, divulgue-o entre seus contatos, o que reforçará a defesa dos animais da Balsa, como de tantos outros que sofrem de abandono e maus tratos em nosso país.
Abraços e mutíssima obrigada a todos e, em especial a Carolina Maria Ruy que nos presentiou com esse lindo artigo.
Maria Queiroz
Blog Protetores Independentes
protetoraindependente@gmail.com



Bicho humano versus outros bichos
Carolina Maria Ruy

Cães e gatos tem sido frequentemente abandonados à própria sorte, morrendo de fome e sujeito às intempéries, na represa Billings, em Grajaú, entre Interlagos e Diadema, em um vale entre o mato e a represas. A mata dificulta a saída do animal, estes só conseguem sair se alguém o resgatarem com cuidado. Gatos, mesmo que tenham sido abandonados, ainda conseguem subir em arvores e às vezes saem. Os cães não. Eles acabam se perdendo na pequena mata, morrendo de fome e doenças. Existem muitas carcaças de animais já mortos.
Infelizmente esta não é uma situação incomum. A violência contra os animais vem de longe. É sabido que muitos abandonam seus cães nas estradas, nas ruas, filhotes nos lixos, ou os matam por (mórbido) esporte. É sabido que gatos são sacrificados por superstições ou por puro sadismo, que pássaros são abatidos por diversão, que cavalos são explorados até caírem mortos pelas ruas, isso sem mencionar alguns tipos de violências institucionalizadas como Rodeios, Touradas, circos, parques aquáticos entre outros. Onde quer que você esteja não é preciso ir muito longe para constatar casos deste tipo.
O que surpreende é que, mesmo com estas velhas histórias dos maus tratos aos animais, mesmo com todo mundo sabendo desta triste realidade, muitos ainda insistem em afirmar que o animal é o vilão e a raça humana, genérica e abstratamente, é a vítima.
A bola da vez é a lei que quer “criminalizar” o cão da raça Pit Bull. Ora, em primeiro lugar se quiséssemos eliminar todo tipo de sintoma de nossa sociedade neurótica, entraríamos em um esquema obsessivo de condenações e extinções. Criminalizar um cachorro é esconder uma triste realidade de violência e negligência social. É evidente que o comportamento de qualquer animal doméstico é reflexo de sua criação, de sua relação com seus responsáveis. Exterminar o Pit Bull não acabará com casos de ataques de animais às pessoas. Se exterminarmos todos os cachorros existentes no mundo, os sádicos se valerão dos gatos, e depois dos coelhos até, quando todos os animais forem perversamente condenados, o sádico usará seu próprio corpo para concretizar sua ganância pela dor e pelo sofrimento.
A vítima destes casos são duas – aquele que sofreu o ataque e o animal que, subvertido de sua natureza original, expressou um comportamento de um ser humano que o manipulou para isso. Um animal que expressa violência reflete a violência que ele mesmo sofreu. Só que nossa cultura antropocêntrica não nos deixa ver os animais, bem como o conjunto da natureza, como seres dotados de autonomia, com dinâmicas e necessidades próprias. A cultura antropocêntrica, que, grosso modo, entende o ser humano como centro do universo, nos impede de entender que o ser humano existe ao lado, e não acima, dos outros seres da natureza. Se o nosso grande diferencial é a racionalidade, a consciência, a criatividade e a capacidade de produzir coisas e constituir uma complexa sociedade, cabem a nós, humanos, nos ajustar da melhor forma no mundo e buscar o melhor caminho nesta vida.
Entretanto, as construções humanas, as edificações, as cidades, acabaram com os espaços para vivência dos animais. A competitividade imposta pela formação socioeconômica e pelo espírito do capitalismo, nos fez mais insensíveis, menos acolhedores, tendemos a projetar nos animais nossa própria deformação moral. Nos vemos, agora, diante da responsabilidade de absorver e administrar a convivência com animais. Sozinhos eles não podem se adaptar nos espaços criados por nós humanos.
O triste quadro da represa Billings revela o lado mais atrasado e obscuro da humanidade. Uma protetora que esteve no local relatou três casos dramáticos: o de uma cachorrinha que viu seu dono se suicidar na represa e permaneceu lá deitada esperando por ele, o de uma cachorra da raça cocker com tumor no ouvido e o de um pequeno basset com o olho pendurado que, segundo pessoas do local, foi atirado do carro em velocidade. Existem também cachorras no cio propensas a se reproduzirem neste cenário desolador.
Por lá também existem pessoas boas e que amam os animais, mas não tem condições de cuidar deles. Foram estas boas almas que chamaram a atenção para o caso e pedem ajuda. Alguns animais já foram resgatados. Mas as protetoras não dão conta, pois as pessoas não param de abandoná-los no local.
Cabe dizer o óbvio. Criar um animal requer compromisso, afeto e responsabilidade. Compromisso, afeto e responsabilidade: conceitos essenciais que transformaram o bicho homem na raça humana.
Carolina Maria Ruy
http://twitter.com/CarolRuy
Artigo cedido pela jornalista e pesquisadora

7 comentários:

  1. Carolina, vc conseguiu colocar o que a gente vê todos os dias em todos os lugares de uma maneira simples, prática, objetiva e, acima de tudo, seu artigo reflete a triste, crua e dolorosa realidade. Talvez tudo comece bem antes, na infância, quando aprendemos na religião que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, portanto com direito a usar tudo o que existe, já que estamos em um patamar superior.
    Acho que o homem é que "criou" um Deus moldado ao seu interesse para justificar as atrocidades que comete.
    Parabéns e um fraterno abraço

    Flávio Lamas - presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais de Campinas

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  2. Pra mim, pessoas que cometem essas atrocidades não podem ser consideradas seres humanos. Não há humanidade alguma na alma nessas pessoas.
    Descartar qualquer ser com vida dessa maneira é um ato de extrema covardia, e não importa se é uma criança ou um cachorro. Onde há vida, há sofrimento.
    Enquanto nossa lei for PERMISSIVA, e não houver PUNIÇÃO EFETIVA para esse tipo de crueldade, essas barbáries continuarão acontecendo.
    O tratamento dado a esses lixos humanos deveria ser o mesmo dado a quem abandona menor incapaz: CADEIA.

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  3. como que nesse país se fará justiça pelo animal, se para com nossas próprias crianças, os governantes fecham seus olhos e não punem quem as machucam.nem tão pouco cria oportunidade de terem uma educação a fim de que no futuro, o quadro com relação ao respeito pelos seres vivos sejam humanos ou não ,possa fazer desse país um país mais digno e humano.....eu ja perdi as esperanças............

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  4. O que voc sabe dessa lei absurda que visa a exterminar 13 raças de cachorros??? TEMOS QUE FAZER ALGO URGENTEEEEE!!!
    Como pode uma pessoa inventar de criar um Pit Bull sem fazer com ele os exercícios que ele precisa fazer que é da natureza dele e ainda n querer q o cachorro fique estressado??? Animal precisa de atenção!!!! Meu e-mail é dilkona@hotmail.com

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  5. O triste relato de abandono e crueldade praticada contra os animais na represa Billings é mais uma réplica do que acontece a cada instante em várias cidades do Brasil e do mundo. Urge a conscientização e a elevação moral da humanidade.
    “A nós, seres humanos, Deus outorgou a proteção e a condução de nossos irmãos mais novos, os animais” (Chico Xavier)

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  6. Como protetores é muito bom agente se informar etrocar ideisa com outros que pensam com nós, mas, ao mesmo tempo a gente se entristece, pois ficamos sabendo de mais e mais casos pelo pais todo.
    Acho que ñ tem fim.Parece uma luta tão desiguel, injusta, onde o nosso maior inimigo e o ser igual a nós mesmos (humanos)

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